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UM PAR DE BOTAS

UM PAR DE BOTAS

ALMANZOR, conquistado!

Foi um fim de semana soberbo para o UM PAR DE BOTAS. Todos os nosso objectivos foram conseguidos: andar encordados , usar o piolet, crampons, rapel e subir ao ponto mais alto da SERRA DE GREDOS : ALMANZOR .

No dia 25 saimos da Plantaforma de GREDOS por volta das 9h30 da manhã. Com as mochilas pesaditas lá começamos a subir, a subir, e logo com inícios de que íamos andar na neve.

Conforme íamos subindo mais neve encontrávamos , e mais vezes nos enterrávamos. Havia alturas em que a neve estava acima do joelho. Demoramos mais de 3h a chegar ao Refúgio de Elola que está a 2000m . Quando lá chegamos o Refúgio estava fechado. Almoçamos e fomos com os formadores para um ponto mais alto treinar técnicas alpinas enquanto o guarda não chegava, se é que chegava. Chegou por volta das 16h.

Após um dia de muito calor e com o reflexo da neve ficamos com a cara queimada!...

Jantamos, conversamos sobre a actividade do dia seguinte e fomos dormir. A luz apagou-se por volta das 22h20.

No dia 26 acordamos por volta das 6h. Tomamos o pequeno almoço, preparamos as "tralhas" e seguimos rumo ao ALMANZOR .

O canal de acesso ao ALMANZOR começa com uma inclinação de 20% e termina nos 50 a 60 %. No entanto chegamos à "base" rochosa (últimos 200m) em 1h30. Fomos num bom ritmo. Encordamos , colocamos os crampons (antes não dava pq a neve era mt mole), piolet firme e começamos a subir por uma encosta onde a neve já estava bem dura (gelo) e rochosa. Tivemos que fazer uns passos com muito mais cuidado, mas acessível . O pior era o grupo que ia à frente e mandava uns bocados de gelo para os que estavam em baixo. Usamos os capacetes. Chegamos ao topo do Almanzor juntamente com o grupo de montanhismo "Alto Relevo". Como o espaço é muito pequeno foi à vez a tirar as fotos.

Começamos logo a descer (ainda mais cuidado), mas desta vez em rapel.

O guia formador-mor decidiu não descermos pelo canal por onde tínhamos subido, já que a neve estava exposta ao sol e estava muito mole. Optamos por seguir pela "encosta dos cobardes" (o nome engana, e mt ) em direcção à Galana .

Depois do rapel e do "corrimão" continuamos encordados  pela crista dos montes. Mas, como a neve também estava muito mole, descemos em certos sítios de sku , espectáculo!

Fomos descendo e sempre pondo em prática todas as dicas e conhecimentos que nos foram dando. Sempre em segurança, nunca colocando em risco nada nem ninguém. Fizemos várias simulações de quedas em vertentes, onde os formadores queriam colocar em prática os nossos conhecimentos e os nossos reflexos, correu sempre muito bem!

Descemos em segurança até ao refúgio. Almoçamos, preparamos as mochilas e seguimos para Hoyos del Espino . O refúgio estava cheio e não tivemos vagas. E fizemos a reserva 1 mês antes.

Dia 27, domingo, dia de regresso o que estava planeado era treinarmos mais um pouco junto à Plataforma de Gredos . Foi o que fizemos. Almoçamos e seguimos para Portugal.

Foi um fim de semana onde aprendemos bastante e sentimos (cada vez mais) a montanha a chamar por nós.

Quero dar os parabéns aos formadores, foram 5 estrelas. Explicaram muito bem o que íamos fazer e sempre no sentido da segurança.

Foi para nós um privilégio termos dois montanheiros com enorme currículo a dar-nos formação.

Muito obrigado.

Saudações montanheiras,

Caminheiros participantes:  kangchenjunga , relampago  , sherpa, sherpa-lhamu , cenourinha, j. preguiçoso, nogueira, medronho e águia real.

publicado às 15:55

SERRA DA FREITA

Marcha da Liberdade
 
Trinta e quatro anos após Salgueiro Maia se lançar à estrada, rumo à liberdade, na companhia de um  punhado de voluntariosos soldados, assim se fizeram ao caminho as hostes UPB com o mais modesto objectivo de relembrar essa data.
Sabido é que a  cavalgada do Capitão de Abril sobre Lisboa conheceu vissicitudes bem portuguesas. Também as tropas do Comandante Peneda, mau grado a sua total diligência, revelaram alguma dificuldade de agrupamento no arranque para a tomada da Freita. Enquanto isso, um pequeno grupo de Comandos, já chegados à base de operações, ocupava-se em conspirações de última hora contra o eucalipto enquanto moía pão de ló numa pastelaria local.
Pelas onze horas iniciava-se então, já com "El Comandante" no comando das operações, a progressão no terreno, um tanto dificultada pelo calor que se fazia sentir. De Covelo, onde ficaram os tanques a recato, até Drave, o esquadrão manteve bem acesa a chama da liberdade, nunca perdendo o alento para a conquista da "Aldeia Mágica". As imponentes encostas da Freita, cobertas com mantos verdes e arroxeados, acompanharam o olhar dos viajantes durante o percurso. As Maias, certamente em homengem ao Capitão, amarelejavam já um pouco por todo o lado. E para refrescar a alma, que o resto não tinha refrigério possível, o Paivô e a Ribeira de Regoufe a saltitar  lá em baixo. Chegados à Aldeia Mágica, já encantados com a vista dos velhos muros de xisto ferrugento, não nos aguardavam duendes, mas escuteiros, que brotavam como cogumelos dos escaninhos da Serra.
Quase duas horas repousaram as tropas entre o casario abandonado de Drave, com direito a banho nas águas cristalinas do ribeiro, antes de retomarem o trilho de volta. O próximo objectivo seria Regoufe, de onde o volfrâmio saiu com abundância no século passado. Mas o que conseguimos extrair desse acolhedor local (e não foi pouco), onde fomos recebidos por simpáticas cabritas que brincavam nas escadas de uma casa de lavoura, foram bebidas frescas no café local. Estabelecimento de decoração eclética, a merecer visita atenta dos viajantes. Mais um esforço e pelas seis da tarde alcançamos os tanques que aguardavam pacientemente o regresso a Arouca, já com o olho em algum suculento bife arouquês ou coisa que o valha.
Guardado estava o bocado.... Após algumas dezenas de quilómetros de visita guiada pela serra, gentileza do Gumiei, em que desfrutamos paisagens deslumbrantes, aterramos finalmente em Arouca. Exauridos e esfaimados. Eram já nove da noite e o prato do dia foi..... mais estrada, com um Jesuíta no bucho, que o sol quando brilha é para todos e isso também se aplica à hotelaria local. Valha-nos o clero!

Caminheiros participantes: laya, peneda, sequóia, arga, júnia, pitões, almocreve, côxo, marcha lenta, pinto, pyrenaica, minhota, gumiei, melro. cotovia, nuclear e esteva


Côxo

publicado às 10:19

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