SANTO TIRSO
FOTOS cedidas pela Boneca
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FOTOS cedidas pela Boneca
O exercício da caminhada põe-nos à mercê de diversas emoções e sentimentos. E, se alguns caminheiros são bastante discretos em relação à expressão de sentimentos outros quase que necessitam mesmo de os extravasar.
Como é sabido o desporto normalmente gera habituação. E os sentimentos de bem-estar gerados pela prática desportiva são uma das causas que induzem ao reforço e à continuação da sua prática. Há quem chegue a falar de “viciados” no desporto e, eles existem sem dúvida. Poucos dias após uma caminhada é normal já se estar ansioso pela próxima! E isto, não é só pela actividade física em si mas, muito também pelo convívio dentro do grupo.
Mas que sensações procuramos, alienamos, atingimos numa caminhada? Por que é que as vamos encontrar em locais inesperados?. Sim porque não há sítio nem hora específica para tal.
Quando olhamos para uma paisagem carregada de tons de cor, de cheiros, de ruídos variadíssimos, reagimos de imediato e de forma muito diferente daquela a que estamos habituados diariamente, na cidade. A harmonia da natureza tem destas coisas, despoletar em nós reacções que por vezes julgávamos perdidas ou inexistentes que, por vezes eram até desconhecidas. A nossa admiração pela paisagem é incrementada com o esforço da caminhada. É como um prémio por termos atingido um local muitas vezes impossível de alcançar pelos transportes motorizados. É algo que foi uma conquista nossa.
Há quem se dedique apenas a olhar a paisagem, outros a fotografar flores, ou as formas alteradas das rochas pela erosão do vento e da chuva, ou as formas do relevo, ou os conjuntos arbóreos; e há aqueles que simplesmente procuram o silêncio ou os ruídos que o interrompem. Chegamos tão alto às vezes e, o que ouvimos? O ruído do silêncio! A ausência do ruído! Contemplamos e adoramos esses pequenos momentos únicos. Em que nos tornamos ainda mais pequenos face à Mãe Natureza.
Apesar de caminharmos em grupo, por vezes, há alturas em que nos sentimos alheados de tudo. Como se estivéssemos sozinhos. Procuramos o nosso espaço, a nossa solidão no meio da “multidão”. Muitas vezes estamos a caminhar com o grupo e damos por nós “a caminhar sozinhos”. Como se os outros não estivessem ali.
A envolvência dentro de um grupo de caminheiros permite que as pessoas se conheçam e se relacionem de forma muito diferente da que a vida quotidiana o permite. Na montanha o grupo tem de manter-se coeso. O grupo terá de garantir a segurança de todos e terá de estar preparado para resolver qualquer problema que surja. Daí que cada um compreenda o necessário equilíbrio entre individualismo e sentimento de grupo. Os momentos de diversão são mais uma fonte de bem-estar e que contribuem para o bom relacionamento e boa disposição entre os elementos dos diferentes grupos que se formam nas diferentes caminhadas.
Texto publicado em 2007 no jornal "O Primeiro de Janeiro"
FOTOS cedidas pelo Monte
Para se caminhar pelos montes é preciso muito e muito pouco!... Tudo depende do percurso e da regularidade com que se caminha. Um caminheiro pode caminhar descalço, de sapatilhas, de sandálias, ou, o que será melhor, com um par de botas. Proteger os calcanhares e a planta dos pés é essencial para o caminheiro. Se pensarmos num percurso de oito a dez horas por caminhos irregulares de pedra, terra, cascalho,… aí o nosso par de botas é importantíssimo para que consigamos realizar a caminhada com o conforto e a segurança necessários à prossecução dos nossos objectivos. Mas que tipo de botas devemos comprar? Com que características? Com que preços? Onde comprar? Estas são algumas das interrogações levantadas por todos os iniciados. Na escolha das botas adequadas devemos perguntar-nos antes de mais, qual o fim a que se destinam. Pequenos trilhos de baixa dificuldade? Trilhos de pé posto irregulares? Terrenos empedrados? Pisos molhados? Gelo e neve? E com que frequência? Caminheiros com alguma regularidade nas actividades e com percursos diversificados deverão adquirir botas de cano semi-alto (logo acima do tornozelo), de sola Vibram, semi-rígida e com membrana de Gore-Tex (impermeabilização).
Depois de escolhermos as botas passemos à roupa. Aqui as opções são ainda mais variadas, desde as calças de ganga, às calças de fato de treino, até aos calções. Mas, o ideal será usar calças leves, maleáveis e resistentes adequadas à montanha. Umas calças de montanha impermeáveis terão de complementar o guarda-roupa do caminheiro que participa em actividades durante todo o ano mesmo com chuva.
Para grandes caminhadas deveremos optar por T-shirts respiráveis. As t-shirts de algodão, utilizadas nas pequenas caminhadas, tornam-se desagradáveis pois, não sendo respiráveis ficam molhadas e pesadas com a transpiração. Por cima da T-shirt vestimos a roupa adequada à estação do ano. Uma camisa, um corta-vento ou um casaco ou camisola polar. Nos dias de chuva claro que será importante munir-se de um bom casaco de desporto impermeável. Se vamos caminhar no Inverno, com baixas temperatura, ou mesmo negativas, deveremos não esquecer as luvas, os gorros, os bufs (manga que envolve desde o pescoço à cabeça). As meias deverão ser finas e sem costura. No Inverno deverá usar-se um segundo par de meias, quentes e confortáveis. Também poderemos usar roupa térmica, como primeira camada (calças interiores, t-shirts, luvas) o que sem dúvida garante um conforto acrescido.
Regra geral, tanto as botas como a roupa devem ser leves e maleáveis mas, resistentes.
As polainas são um complemento precioso para a neve, dias de chuva ou trilhos com muito mato.
Não deveremos esquecer o chapéu (de preferência com abas que façam sombra sobre parte do rosto), nem os óculos de sol e, já agora, o protector solar e o repelente de insectos.
Como equipamentos úteis podemos usar o bastão, precioso auxiliar nas subidas e descidas. Os binóculos, a bússola, GPS, o apito, o canivete, o frontal, manta térmica, mala de primeiros-socorros, são equipamentos que fazem parte normalmente dos grupos constituídos.
No mercado, temos ao dispor uma vasta panóplia de marcas e produtos. É tudo uma questão de conciliar o binómio qualidade / preço. Na roupa de Inverno especialmente (frio, neve, vento, chuva) deveremos apostar na qualidade porque daí depende a nossa protecção e conforto.
Quem vai à montanha avia-se na cidade!
“A formiga é pequena, mas atravessa a montanha”
(Provérbio Árabe)
p.s.: texto publicado em 2007 no jornal "O Primeiro de Janeiro"
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