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UM PAR DE BOTAS

UM PAR DE BOTAS

SERRA DA FREITA

Marcha da Liberdade
 
Trinta e quatro anos após Salgueiro Maia se lançar à estrada, rumo à liberdade, na companhia de um  punhado de voluntariosos soldados, assim se fizeram ao caminho as hostes UPB com o mais modesto objectivo de relembrar essa data.
Sabido é que a  cavalgada do Capitão de Abril sobre Lisboa conheceu vissicitudes bem portuguesas. Também as tropas do Comandante Peneda, mau grado a sua total diligência, revelaram alguma dificuldade de agrupamento no arranque para a tomada da Freita. Enquanto isso, um pequeno grupo de Comandos, já chegados à base de operações, ocupava-se em conspirações de última hora contra o eucalipto enquanto moía pão de ló numa pastelaria local.
Pelas onze horas iniciava-se então, já com "El Comandante" no comando das operações, a progressão no terreno, um tanto dificultada pelo calor que se fazia sentir. De Covelo, onde ficaram os tanques a recato, até Drave, o esquadrão manteve bem acesa a chama da liberdade, nunca perdendo o alento para a conquista da "Aldeia Mágica". As imponentes encostas da Freita, cobertas com mantos verdes e arroxeados, acompanharam o olhar dos viajantes durante o percurso. As Maias, certamente em homengem ao Capitão, amarelejavam já um pouco por todo o lado. E para refrescar a alma, que o resto não tinha refrigério possível, o Paivô e a Ribeira de Regoufe a saltitar  lá em baixo. Chegados à Aldeia Mágica, já encantados com a vista dos velhos muros de xisto ferrugento, não nos aguardavam duendes, mas escuteiros, que brotavam como cogumelos dos escaninhos da Serra.
Quase duas horas repousaram as tropas entre o casario abandonado de Drave, com direito a banho nas águas cristalinas do ribeiro, antes de retomarem o trilho de volta. O próximo objectivo seria Regoufe, de onde o volfrâmio saiu com abundância no século passado. Mas o que conseguimos extrair desse acolhedor local (e não foi pouco), onde fomos recebidos por simpáticas cabritas que brincavam nas escadas de uma casa de lavoura, foram bebidas frescas no café local. Estabelecimento de decoração eclética, a merecer visita atenta dos viajantes. Mais um esforço e pelas seis da tarde alcançamos os tanques que aguardavam pacientemente o regresso a Arouca, já com o olho em algum suculento bife arouquês ou coisa que o valha.
Guardado estava o bocado.... Após algumas dezenas de quilómetros de visita guiada pela serra, gentileza do Gumiei, em que desfrutamos paisagens deslumbrantes, aterramos finalmente em Arouca. Exauridos e esfaimados. Eram já nove da noite e o prato do dia foi..... mais estrada, com um Jesuíta no bucho, que o sol quando brilha é para todos e isso também se aplica à hotelaria local. Valha-nos o clero!

Caminheiros participantes: laya, peneda, sequóia, arga, júnia, pitões, almocreve, côxo, marcha lenta, pinto, pyrenaica, minhota, gumiei, melro. cotovia, nuclear e esteva


Côxo

publicado às 10:19

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