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UM PAR DE BOTAS

UM PAR DE BOTAS

UM PAR DE BOTAS

A partir de hoje o "UM PAR DE BOTAS" tem um espaço de convívio inter-montanheiros. Um espaço onde vamos trocar experiências, vivências presenciadas e vividas por essas serras e montanhas pelo mundo fora.

Ainda sem periodicidade definida, iremos tentar encontrar-nos pelo menos uma vez por mês. Em cada sessão um "grupo" será convidado, para nos dizer o que anda a fazer....

Gostaríamos que estes "encontros" fossem informais, para todos estarem à vontade!

 

Ponto de encontro: às 20h02 em Ermesinde no café OCHA, rua de Moçambique, nº 4,  4445-512 Valongo

Tempo de duração: das 20h02 às 23:59.

Grau de participação: médio alto

 

Venham, e tragam um montanheiro, também!

poster upb cafe.jpg

 

publicado às 10:23

NO RUÍDO DO SILÊNCIO

O exercício da caminhada põe-nos à mercê de diversas emoções e sentimentos. E, se alguns caminheiros são bastante discretos em relação à expressão de sentimentos outros quase que necessitam mesmo de os extravasar.

Como é sabido o desporto normalmente gera habituação. E os sentimentos de bem-estar gerados pela prática desportiva são uma das causas que induzem ao reforço e à continuação da sua prática. Há quem chegue a falar de “viciados” no desporto e, eles existem sem dúvida. Poucos dias após uma caminhada é normal já se estar ansioso pela próxima! E isto, não é só pela actividade física em si mas, muito também pelo convívio dentro do grupo.

Mas que sensações procuramos, alienamos, atingimos numa caminhada? Por que é que as vamos encontrar em locais inesperados?. Sim porque não há sítio nem hora específica para tal.

Quando olhamos para uma paisagem carregada de tons de cor, de cheiros, de ruídos variadíssimos, reagimos de imediato e de forma muito diferente daquela a que estamos habituados diariamente, na cidade. A harmonia da natureza tem destas coisas, despoletar em nós reacções que por vezes julgávamos perdidas ou inexistentes que, por vezes eram até desconhecidas. A nossa admiração pela paisagem é incrementada com o esforço da caminhada. É como um prémio por termos atingido um local muitas vezes impossível de alcançar pelos transportes motorizados. É algo que foi uma conquista nossa.

Há quem se dedique apenas a olhar a paisagem, outros a fotografar flores, ou as formas alteradas das rochas pela erosão do vento e da chuva, ou as formas do relevo, ou os conjuntos arbóreos; e há aqueles que simplesmente procuram o silêncio ou os ruídos que o interrompem. Chegamos tão alto às vezes e, o que ouvimos? O ruído do silêncio! A ausência do ruído! Contemplamos e adoramos esses pequenos momentos únicos. Em que nos tornamos ainda mais pequenos face à Mãe Natureza.

 

Apesar de caminharmos em grupo, por vezes, há alturas em que nos sentimos alheados de tudo. Como se estivéssemos sozinhos. Procuramos o nosso espaço, a nossa solidão no meio da “multidão”. Muitas vezes estamos a caminhar com o grupo e damos por nós “a caminhar sozinhos”. Como se os outros não estivessem ali.

A envolvência dentro de um grupo de caminheiros permite que as pessoas se conheçam e se relacionem de forma muito diferente da que a vida quotidiana o permite. Na montanha o grupo tem de manter-se coeso. O grupo terá de garantir a segurança de todos e terá de estar preparado para resolver qualquer problema que surja. Daí que cada um compreenda o necessário equilíbrio entre individualismo e sentimento de grupo. Os momentos de diversão são mais uma fonte de bem-estar e que contribuem para o bom relacionamento e boa disposição entre os elementos dos diferentes grupos que se formam nas diferentes caminhadas.

 

Texto publicado em 2007 no jornal "O Primeiro de Janeiro"

logo.jpg

 

publicado às 13:41

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